segunda-feira, 13 de junho de 2016

COMO NADA TÁ SEMPRE BOM


NESTE instante o cobertor (aquele de pintas de onça que eu tanto AMO <3) está sobre mim, e no momento não está fazendo seu trabalho direito: que é me esquentar. Pois é, acho que devíamos ter uma conversa séria. Mas quer saber? Eu só consigo pensar em como tá frio (de gelar os ossos) e em como eu sinto saudades dos dias quentes gostaria que o preguiçoso Sol deixasse de se enrolar nas nuvens fofinhas e viesse nos aquecer. Mas é AQUECER e não me fazer torrar, como foram os meses de outrora.
Vou te falar hein, aqueles dias foram terríveis, era como ter toda a intensidade dos raios do Sol voltada exclusivamente para você. Nesses meses o Sol nunca estava com preguiçinha, e mesmo se estivesse ele daria o seu jeitinho de ser impertinentemente invasivo e... QUENTE. Isso mesmo. Q-U-E-N-T-E.
Levantar às 6am, depois de uma noite escaldante de manter todo e qualquer artifício usado (agora) no frio bem afastado. Era insuportável! Não dava pra dormir – fala isso para o despertador.
Estava quente. Mas um novo dia nascia do mesmo jeito. E então eram 6am e eu tinha que levantar.
A doce esperança de que a água fria mandaria (finalmente) as high temperatures para o... ar ;D logo  dava lugar para a realidade desértica. Inocente.
As gotículas de suor logo se formavam, o que me fazia adotar uma expressão de derrota total cansaço. Voltar para a cama estava fora de cogitação. Uma vez na rua eu poderia sentir a brisa no rosto e relaxar, agradecendo internamente. Foi assim? NÃO!
Nem com as janelas abertas no ônibus lotado o vento sobrevivia. Ele morria logo com a tal das high temperatures.
Eu sentia as pessoas (todas elas) inclinarem a cabeça (quando o motorista ia um pouco mais rápido) para irem de encontro ao vento sobrevivente.
E não era só isso. No trabalho o calor ainda me perseguia (e parecia que não só a mim): “Que calor!”, “Meu Deus, eu pensei que dentro da seção estivesse pior, mas aqui...”, “Qual é o mês do frio mesmo?”.
As ondas de calor pareciam flutuar a minha frente. Era o sol contra o asfalto.
Voltar para casa. Mas aí eu não preciso falar em como o calor continuava, certo?
Mas não é mais calor (QUENTE), é frio (de gelar os ossos). E não é inverno.
Neste exato momento um gatinho me encara, porque ao que parece eu estou me mexendo demais sob o meu próprio cobertor (aquele de pintas de onça que eu tanto AMO <3) e na minha própria cama, e isso o deixa de mau humor. Puff!!!
Caí em entre nós, mas você não está fazendo o seu trabalho direito, que é esquentar os meus pés. Run Ú_Ù.
Então é isso. Tá frio e eu gostaria que estivesse um pouco mais quente, mas não quente como aquele de outrora. 
Quer saber? Eu só consigo pensar em como tá frio. Burr!

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