domingo, 21 de agosto de 2016

ACHO QUE FALTOU UMA INTRODUÇÃO AÍ...

Foi há alguns anos. Quase três eu acredito. E o sonho surgiu pra mim, mas aquele não era o tempo certo, não era o momento para sonhá-lo. Só que ainda existia uma chama, ainda existia aquela fagulha que eu sentia que um dia seria capaz de incendiar tudo. Foi basicamente assim que aconteceu.

Vendo uma garota compartilhando da sua experiência em um país totalmente diferente do dela, com um idioma diferente, com uma cultura diferente e buscando um novo desafio, foi assim que a fagulha incendiou.

O Fica Pra Depois (um nome que me surgiu na mesma velocidade da corrida de 100m do Bolt #OlimpíadasRio2016) nasceu com o intuito de me fazer registrar todos os meus sentimentos com um novo desafio que eu só consigo ver agora que eu estou enfrentando muitos outros antes mesmo desse. Mas não só sentimentos.

O Fica Pra Depois seria um diário que nunca deu certo.

Mas eu não podia contar que as palavras me faltariam para narrar momentos tão decisivos.

Foram momentos frustrantes e que ainda estão aqui, em algum lugar. 

Eu posso senti-los e lembrar.

Não tem como não pensar que no final de 2014, quando eu tomei a decisão de não começar a faculdade, eu estava so excited com uma nova etapa que nem tinha começado. Ainda era a fagulha queimando em mim. Eu estava tão decidida e não importava o quão louco pudesse parecer. Era um sonho, e ele tinha que ser realizado.

Eu nunca tive um sonho tão grande quanto esse.

E o cara de lá de cima não nos dá sonhos que não somos capazes de realizar.

2015 era o ano do recomeço, eu tinha acabado de sair de um emprego não muito legal, mas que era o que eu precisava para aquele momento (anterior ao de hoje).

Os meses foram passando, um trabalho de meio período surgiu na metade de 2015, me dando muito mais do que uma possibilidade de juntar uma grana e socar no banco. Deixar lá rendendo os poucos centavos, mas rendendo e acumulando a cada mês.

Com esse trabalho temporário eu tive que começar a ir atrás das etapas que ainda tinham que ser cumpridas aqui (Brasil), sem pensar ou tentando não pensar nas que viriam depois. Etapas que tinham que ir além da tela de 14.0 do meu notebook.

Veio a procura por uma agência. A certeza (até então) de que eu tinha encontrado tudo o que eu precisava encontrar em uma. Foram duas e me senti dividida e espera aí... também me senti pressionada – por minha parte mesmo.

Como escolher uma agência quando uma parece tão boa quanto a outra? WTF

É, mas não para por aí.

Trocas de email tiveram que ser decisivas antes de conhecê-las.

E foi mesmo. Pelo menos por um tempo.

Ainda não era só isso. Tem mais.

Eu tinha que fazer alguma coisa quanto as minhas experiences. Mas dava pra segurar mais um pouco, porque o até então “mais essencial” eu não tinha nem começado.

A ideia era fazer as coisas com calma. Dar um check no tópicos. Um de cada vez.



O que tinha me feito esquecer, deixar de lado, “put off” (ta mais pra um CORNER KICK segundo o meu amigo Google Translate)  quando o sonho surgiu pra mim a ideia surgiu pela primeira vez era exatamente o que tinha que ser feito, quase no nível de urgência, no próximo tópico.

Era pra ser fácil, poxa!

Não. E não está sendo.

A etapa ainda está em andamento, depois de quase 8 meses? Mas nem por isso eu desisti. Eu ainda tenho uns 2 pra saber What’s next? Isso veio pra mim muitas vezes quando eu comecei a perceber que eu estava perdendo o tempo, que fazer as coisas, das um check nos tópicos sem pressa, com calma, me fazia ficar estagnada, pensando em bobagens. E quando eu digo bobagens eu quero dizer que parecia que nada dava certo e que nada daria certo. Mas Deus é mais forte do que isso tudo #QuaseUmMantra

Eu tinha um contrato com a empresa de 2015 que iria até maio de 2016. A ideia era já estar com aquele documento lindo em mãos antes de dar adeus para um trabalho que me cansava fisicamente, mas que me motivava a fazer tudo da melhor forma que eu pudesse fazer, mesmo tendo pessoas que pareciam se sentir motivadas quando desmotivavam as outras. Eu poderia ter ficado lá, mas o cansaço e a carga horária me fizeram temer um pouco, ou bastante. Eu ainda precisava atualizar as minhas experiences (próximo tópico que teve que ser adiantado por causa do lindo do documento).

E eu disse adeus a um emprego que me fazia levantar todos os dias (quando não tinha curso que era intercalado com o “trabalho prático”)às 6:00 da manhã, saindo de casa às 6:30, ou estourando às 6:45. Eu chegava em casa depois das 15:00, mas quer saber? Feliz. Feliz sim, porque eu tinha o meu dinheiro todo final do mês e a certeza de que coisas novas viriam após ele.

Eu estava dizendo adeus a pessoas malucas, mas que fizeram parte da minha jornada por lá, que me ensinaram muito, que me irritaram muito.

É, eu tinha tomado a minha decisão.

Desanimar? Não.

Era pra ser fácil, poxa!

Não. Não era. E não está sendo.

Adiantando a etapa que duraria por um tempo indeterminado eu fui até uma escola de nível fundamental (a mesma escola que eu passei bons e maus momentos <3), mas isso depois de ter ido em instituições que tinham seus trabalhos dedicados a crianças.

Depois de muitos não a idéia de passar na escola que eu estudei na minha infância veio em um sábado nublado (eu acho o.O’). Na verdade veio nas última semanas – se não me engano – de trabalho e da certeza que eu não podia continuar parada (tanto dar os cheks ~cara eu to falando muito isso~ quanto pra fazer algo de útil, nem que fosses somente aos sábados.

É um trabalho voluntário.

Uma ideia que eu sempre tive e que me veio à cabeça de uma forma decisiva e construtiva quando eu vi que precisava atualizar as experiences que disse.

Essa oportunidade ta me trazendo novos aprendizados. São poucas horas e que eu poderia me dedicar mais, mas eu sei que por enquanto é o que eu posso.

São crianças que às vezes deixam o futebol de lado e vem brincar comigo: colorir um desenho, fazer umas dobraduras, se sujar usando as tintas que eu tive que guardar rapidamente ~é, não foi uma boa ideia, mas ainda saberei melhor isso~. São crianças que vem me abraçar, que falam que eu sou a tia mais legal (eu culpo a minha voz melodiosa ;D o que me faz duvidar um pouco disso aí).

De verdade, eu quero muito que isso continue. Não só a parte da tia mais legal, mas também poder estar com elas, mesmo que tenha sábados que eu fique lá sozinha, fazendo os meus próprios desenhos.

Quer saber? Eu estou ganhando mais do que horas, eu tô ganhando momentos com aqueles pequenos que às vezes, o que mais precisam é de atenção, é de um “como o seu desenho tá lindo”, de um abraço, de um sorriso. Às vezes eu fico zangada (comigo mesma) por não ter conseguido introduzir uma atividade pra eles, por não ter conseguido tirar umas fotos legais... Mas tem um outro sábado aí, e um outro depois desse, e depois desse... Acho que é isso.

Ficar relaxada esperando concluir a etapa exaustiva do documento tá sendo uma experiência árdua, difícil.

Não tá dando.

Mas vai dá, porque eu sou mais forte do que isso, Deus está comigo.

Muitas barreiras foram ultrapassadas. O medo que me fez esquecer o que hoje é um sonho foi ultrapassado; me dar a oportunidade de sonhá-lo mais um vez; ir atrás do que eu acredito. Muitas coisas estão sendo colocadas à prova, é isso o que o Pai faz, só que eu não tenho entendido ou aceitado muito bem. Quando eu falo em entregar nas mãos dele é o que eu realmente quero, porque ele sabe o que é melhor pra mim. Mas não tem sido fácil. Quem disse que ia ser?

Outras ainda serão ultrapassadas, com o senhor sendo o meu guiador, como sempre foi e sempre será.

Your sovereign hand, will be my guide
Where feet may fail and fear surrounds me


(Hillsong United – Oceans)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

UMA FERRAMENTA DE UTILIDADE PÚBLICA

Uma máquina de ideias dentro de um site. Esse é o Pinterest.  
Em algum momento eu me deparei com essa ferramenta de utilidade pública e me apaixonei. Me lembro que estava vendo um vídeo de uma das minhas booktuber favoritas sobre os seus favoritos do mês. E lá estava o Pinterest.


Buscando inspirações e salvando ideias nas pastas, essa ferramenta permite que você viaje nas mais diversas categorias, desde de dicas de organização, decoração e quem sabe os planos para aquela viagem dos sonhos?

ORGANIZAÇÃO



DECORAÇÃO


IRRESISTÍVEL!
VIAGENS



Okay, eu não resisti e coloquei mais uma :D
E isso tudo com os pensamentos lá nas alturas, eu sinto que  ver aquelas pastas me faz ter um propósito a se realizar e que coisas novas surgirão a todo momento.
As ideias são realmente incríveis.
O sonho da casa própria está um pouco longe, mas quero muito colocar em prática essas ideias e renovar o meu espírito de decoração.
Quanto as viagens eu penso que a minha disciplina está sendo desenvolvida para tirá-las do papel.